“Sonho que se sonha junto vira realidade”
- Revista Viva Nova Lima

- 16 de dez.
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Atualizado: há 2 dias
Conheça a trajetória de Juarez Morais de Azevedo, o juiz que transformou o sistema prisional em Nova Lima como um dos responsáveis pela criação da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC)

o longo de 44 anos dedicados ao serviço público, o juiz aposentado Juarez
Ao longo de 44 anos dedicados ao serviço público, o juiz aposentado Juarez Morais de Azevedo acumulou mais do que sentenças e processos. Aprendeu, na prática, que cada caso que chegava à sua mesa trazia consigo um rosto, uma história e uma família. Essa percepção moldou sua atuação e o acompanhou por toda a carreira. Hoje, aos 71 anos, ele faz um balanço da própria trajetória com a serenidade de quem sabe ter cumprido seu papel. Resume a vida em uma frase direta, mas repleta de significado: “São 71 anos de vida muito bem vividos, com muito amor ao próximo e muita dedicação às pessoas e aos lugares onde trabalhei”.
Nascido em Muriaé, na Zona da Mata Mineira, e criado em um ambiente marcado pela presença de militares, Azevedo construiu uma trajetória rara: firme na lei, mas profundamente comprometida com a dignidade humana. E foi em Nova Lima, cidade onde atuou por 25 anos como juiz titular da Vara Criminal, da Vara da Infância e Juventude e da Vara de Execução Penal que ele deixou um importante legado. Ali, transformou o sistema prisional do município e se tornou referência, reconhecido dentro e fora de Minas Gerais.
Entre os marcos mais significativos de sua trajetória, destaca-se sua atuação decisiva na implantação da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC), em 2003. A iniciativa ganhou força ao longo dos anos e culminou, em 2016, na criação da unidade feminina: um avanço histórico para o município. O seu compromisso com a humanização da pena e com um modelo pautado na recuperação e reinserção social de pessoas privadas de liberdade lhe rendeu reconhecimento internacional.
Desde então, Azevedo inspirou recuperandos a sonhar com profissões e não mais com novos crimes. “Certa vez fui convidado para participar da formatura de dois ex-detentos e, para minha surpresa, eles tinham concluído o ensino superior. Para mim foi motivo de muito orgulho e alegria”, diz ele.
Assista à entrevista completa:
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