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“Sonho que se sonha junto vira realidade”

Atualizado: há 2 dias

Conheça a trajetória de Juarez Morais de Azevedo, o juiz que transformou o sistema prisional em Nova Lima  como um dos responsáveis pela criação da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC)


Em 2011, Juarez Azevedo recebeu uma menção honrosa do Instituto Innovare, uma das premiações mais relevantes do sistema de Justiça brasileiro. Foto: Bruno Hannelt
Em 2011, Juarez Azevedo recebeu uma menção honrosa do Instituto Innovare, uma das premiações mais relevantes do sistema de Justiça brasileiro. Foto: Bruno Hannelt

o longo de 44 anos dedicados ao serviço público, o juiz aposentado Juarez

Ao longo de 44 anos dedicados ao serviço público, o juiz aposentado Juarez Morais de Azevedo acumulou mais do que sentenças e processos. Aprendeu, na prática, que cada caso que chegava à sua mesa trazia consigo um rosto, uma história e uma família. Essa percepção moldou sua atuação e o acompanhou por toda a carreira. Hoje, aos 71 anos, ele faz um balanço da própria trajetória com a serenidade de quem sabe ter cumprido seu papel. Resume a vida em uma frase direta, mas repleta de significado: “São 71 anos de vida muito bem vividos, com muito amor ao próximo e muita dedicação às pessoas e aos lugares onde trabalhei”.


Nascido em Muriaé, na Zona da Mata Mineira, e criado em um ambiente marcado pela presença de militares, Azevedo construiu uma trajetória rara: firme na lei, mas profundamente  comprometida com a dignidade humana. E foi em Nova Lima, cidade onde atuou por 25 anos como juiz titular da Vara Criminal, da Vara da Infância e Juventude e da Vara de Execução Penal   que ele deixou um importante legado. Ali, transformou o sistema prisional do município e se tornou referência, reconhecido dentro e fora de Minas Gerais.


Entre os marcos mais significativos de sua trajetória, destaca-se sua atuação decisiva na implantação da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC), em 2003. A iniciativa ganhou força ao longo dos anos e culminou, em 2016, na criação da unidade feminina: um avanço histórico para o município. O seu compromisso com a humanização da pena e com um modelo pautado na recuperação e reinserção social de pessoas privadas de liberdade lhe rendeu reconhecimento internacional. 


Desde então, Azevedo inspirou recuperandos a sonhar com profissões e não mais com novos crimes. “Certa vez fui convidado para participar da formatura de dois ex-detentos e, para minha surpresa, eles tinham concluído o ensino superior. Para mim foi motivo de muito orgulho e alegria”, diz ele. 


Assista à entrevista completa:


Jornalista: Daniela Costa | Produção Áudio Visual: Hannelt Studio

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