Menos álcool, mais consciência
- Revista Viva Nova Lima

- 15 de fev.
- 3 min de leitura
Saiba por que jovens estão repensando a forma de se divertir e buscando formas de prazer que não cobrem o preço da ressaca física e também emocional no dia seguinte

Diferentemente das gerações anteriores, que muitas vezes recorriam ao álcool como uma forma de escapar das pressões sociais, muitos jovens de hoje demonstram maior preocupação com a saúde mental, produtividade e qualidade da experiência consciente. Eles buscam formas de prazer que não cobrem o preço da ressaca física e também emocional no dia seguinte.
Esse movimento não é apenas uma percepção cultural. Pesquisas realizadas em diferentes países indicam que o consumo de álcool entre jovens tem diminuído, com maior número de abstêmios e início mais tardio no hábito de beber. Entre os fatores apontados estão a valorização do bem-estar, a preocupação com a saúde mental e a busca por um estilo de vida mais equilibrado.
No Brasil, cerca de 63% dos adolescentes já experimentaram bebida alcoólica, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (IBGE), sendo a substância mais consumida por jovens no país. Contudo, estudos recentes indicam que parte dos jovens tem reduzido a frequência de consumo e buscado estilos de vida mais equilibrados, refletindo uma mudança gradual de comportamento e valores.
O 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD), citado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), mostrou que entre adolescentes de 14 a 17 anos houve redução consistente tanto na prevalência de consumo ao longo da vida quanto no uso no último ano ao longo das edições do levantamento.
Dados de 2023 do Relatório Covitel, sobre hábitos de consumo dos brasileiros, mostram que a parcela de jovens entre 16 e 29 anos, a chamada geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) está consumindo cada vez menos álcool.
O que a ciência diz sobre o álcool e o cérebro jovem
Segundo a doutora Denise De Micheli, no livro Neurociências: do abuso de drogas na adolescência, o consumo de álcool nessa fase pode provocar impactos relevantes no cérebro em desenvolvimento, especialmente em áreas ligadas ao controle emocional, à tomada de decisões e à memória.
Estudos mostram que o cérebro de adolescentes e jovens adultos ainda está em formação e é mais vulnerável aos efeitos do álcool, que podem interferir em funções cognitivas, aprendizado, memória e controle de impulsos.
Pesquisas também indicam que o consumo frequente ou excessivo nessa fase pode estar associado a alterações na estrutura e no funcionamento cerebral, com possíveis consequências que se estendem para a vida adulta.
Autocuidado como símbolo de sucesso
Nesse contexto, o autocuidado passa a ser um novo símbolo de sucesso para muitos jovens. Dormir bem, manter disposição para o esporte, para a arte ou para a vida social, preservar a saúde psíquica e cultivar hábitos equilibrados tornaram-se valores cada vez mais presentes.
Mais do que uma tendência passageira, essa mudança reflete uma transformação cultural: a ideia de que aproveitar a vida não precisa significar excessos, e que o bem-estar físico e emocional pode ser, hoje, uma das formas mais autênticas de presença e liberdade.
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