Nova Lima e Belo Horizonte viram “cidades-laboratório” contra desastres
- Revista Viva Nova Lima

- 18 de fev.
- 2 min de leitura
Os municípios foram escolhidos entre seis cidades brasileiras para integrar um programa nacional inovador que transforma territórios reais em “laboratórios práticos” de prevenção a desastres urbanos

A iniciativa faz parte do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos (DUI-RRD Cidades) — coordenado pelo Ministério das Cidades em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — que busca transformar planejamento urbano em ferramenta concreta para enfrentar os impactos climáticos, proteger vidas e ampliar a resiliência das cidades brasileiras.
O DUI-RRD Cidades começou em 2025 com a seleção de 12 municípios entre 21 que apresentaram propostas para redução de riscos ligados a enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos. Ao longo de oficinas temáticas, debates e intercâmbio técnico, essas cidades ajudaram a construir o manual metodológico que agora será testado em campo por seis territórios pilotos — entre eles, BH e Nova Lima.
A partir de março de 2026, as ações práticas serão implementadas, com uma oficina presencial agendada para maio para adaptar o manual à realidade de cada território participante.
Soluções Baseadas na Natureza (SbN) em ação
O programa propõe ir além de intervenções tradicionais de infraestrutura — muitas vezes baseadas em obras “cinzas” — e priorizar as chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SbN): técnicas que utilizam, restauram ou fortalecem processos naturais para aumentar a capacidade da cidade de lidar com água, reduzir infiltração de solo, controlar enchentes e minimizar deslizamentos.
Em Belo Horizonte, a estratégia inclui ações como:
Implantação do conceito de “cidade esponja”, que aumenta a absorção de água pelas áreas urbanas.
Criação de jardins de chuva e pátios naturalizados em escolas para diminuir o escoamento superficial.
Transformação de campos públicos em bacias de contenção de águas pluviais.
Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), integrando proteção ambiental com planejamento urbano.
Para Nova Lima, o foco será a mitigação de riscos geo-hidrológicos em áreas sob influência de barragens, especialmente nos distritos de Honório Bicalho e Santa Rita — territórios que combinam zonas de moradia, encostas e condições naturais desafiadoras.
O plano municipal une medidas de requalificação urbana e habitação em áreas vulneráveis com estratégias preventivas de longo prazo contra eventos climáticos extremos — reforçando infraestrutura verde, adequação de solo e integração entre políticas públicas urbanas e ambientais.
Rede de aprendizagem e protagonismo local
Além de construir um manual técnico com aplicação em diferentes realidades brasileiras, o projeto aposta na participação social, integração de políticas públicas e adaptação às mudanças climáticas, com a expectativa de que as cidades envolvidas (como Nova Lima) possam replicar e ampliar essas metodologias no futuro.
As outras quatro cidades-laboratório são:
Nova Friburgo (RJ)
Paraíba do Sul (RJ)
Petrópolis (RJ)
Simões Filho (BA)
A participação de Nova Lima nesse programa traz à tona a importância de ver planejamento urbano e prevenção de desastres como partes de um mesmo processo — onde soluções naturais, participação comunitária e políticas públicas integradas atuam juntas para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a resiliência urbana.
Clique no link e acesse a segunda edição da Revista Viva Nova Lima. Baixe, explore e compartilhe um novo jeito de ver, sentir e viver a nossa cidade!







