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Nova Lima e Belo Horizonte viram “cidades-laboratório” contra desastres

Os municípios foram escolhidos entre seis cidades brasileiras para integrar um programa nacional inovador que transforma territórios reais em “laboratórios práticos” de prevenção a desastres urbanos


O objetivo é prevenir desastres como as enchentes ocorridas por vários anos no distrito de  Honório Bicalho, em Nova Lima, Foto: divulgação
O objetivo é prevenir desastres como as enchentes ocorridas por vários anos no distrito de Honório Bicalho, em Nova Lima, Foto: divulgação

A iniciativa faz parte do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos (DUI-RRD Cidades) — coordenado pelo Ministério das Cidades em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — que busca transformar planejamento urbano em ferramenta concreta para enfrentar os impactos climáticos, proteger vidas e ampliar a resiliência das cidades brasileiras.


O DUI-RRD Cidades começou em 2025 com a seleção de 12 municípios entre 21 que apresentaram propostas para redução de riscos ligados a enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos. Ao longo de oficinas temáticas, debates e intercâmbio técnico, essas cidades ajudaram a construir o manual metodológico que agora será testado em campo por seis territórios pilotos — entre eles, BH e Nova Lima.


A partir de março de 2026, as ações práticas serão implementadas, com uma oficina presencial agendada para maio para adaptar o manual à realidade de cada território participante.


Soluções Baseadas na Natureza (SbN) em ação


O programa propõe ir além de intervenções tradicionais de infraestrutura — muitas vezes baseadas em obras “cinzas” — e priorizar as chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SbN): técnicas que utilizam, restauram ou fortalecem processos naturais para aumentar a capacidade da cidade de lidar com água, reduzir infiltração de solo, controlar enchentes e minimizar deslizamentos.


Em Belo Horizonte, a estratégia inclui ações como:

  • Implantação do conceito de “cidade esponja”, que aumenta a absorção de água pelas áreas urbanas.

  • Criação de jardins de chuva e pátios naturalizados em escolas para diminuir o escoamento superficial.

  • Transformação de campos públicos em bacias de contenção de águas pluviais.

  • Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), integrando proteção ambiental com planejamento urbano.


Para Nova Lima, o foco será a mitigação de riscos geo-hidrológicos em áreas sob influência de barragens, especialmente nos distritos de Honório Bicalho e Santa Rita — territórios que combinam zonas de moradia, encostas e condições naturais desafiadoras.

O plano municipal une medidas de requalificação urbana e habitação em áreas vulneráveis com estratégias preventivas de longo prazo contra eventos climáticos extremos — reforçando infraestrutura verde, adequação de solo e integração entre políticas públicas urbanas e ambientais.


Rede de aprendizagem e protagonismo local


Além de construir um manual técnico com aplicação em diferentes realidades brasileiras, o projeto aposta na participação social, integração de políticas públicas e adaptação às mudanças climáticas, com a expectativa de que as cidades envolvidas (como Nova Lima) possam replicar e ampliar essas metodologias no futuro.


As outras quatro cidades-laboratório são:


  • Nova Friburgo (RJ)

  • Paraíba do Sul (RJ)

  • Petrópolis (RJ)

  • Simões Filho (BA)


A participação de Nova Lima nesse programa traz à tona a importância de ver planejamento urbano e prevenção de desastres como partes de um mesmo processo — onde soluções naturais, participação comunitária e políticas públicas integradas atuam juntas para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a resiliência urbana.


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