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O cake que virou “queca”

Atualizado: 6 de jan.

Bolo natalino tombado como Patrimônio Imaterial de Nova Lima, atravessa gerações e guarda, em cada fatia, o encontro de culturas em séculos de história


Por: Daniela Costa


Originário do Christmas cake inglês, o bolo viajou pelo mundo até fincar raízes em Minas Gerais e, mais especificamente, em Nova Lima, onde se transformou em patrimônio da cidade. Foto: banco de imagens
Originário do Christmas cake inglês, o bolo viajou pelo mundo até fincar raízes em Minas Gerais e, mais especificamente, em Nova Lima, onde se transformou em patrimônio da cidade. Foto: banco de imagens

Há receitas que atravessam o tempo, ignoram modismos e resistem ao ritmo apressado da vida moderna. Há receitas que são memória, afeto e identidade. Em Nova Lima, nenhuma traduz tão bem essa herança quanto a “queca”: o tradicional bolo natalino que carrega, em cada fatia,  o encontro de culturas em séculos de história. Originário do Christmas cake inglês, cuja tradição remonta à Idade Média, o bolo viajou pelo mundo até fincar raízes em Minas Gerais e, mais especificamente, em Nova Lima, onde se trans-formou em patrimônio da cidade.


Trazido pelos ingleses no período de exploração do ouro, o bolo natalino se tornou costume nas casas das famílias britânicas que viviam na cidade. Ali, as trabalhadoras domésticas que não falavam o inglês aprenderam a receita e aportuguesaram o seu nome. O “cake” virou “queca”, em uma adaptação linguística que caiu no gosto popular.  Em 2012, o modo de fazer a queca foi tombado como Patrimônio Cultural Imaterial de Nova Lima, reforçando o valor culinário e histórico da iguaria.


E são muitas as pessoas que preservam essa tradição com fidelidade e devoção no município, entre elas Heloíse Brant. 


A queca de Heloise Brant é totalmente artesanal: feita à mão, sem processadores, sem batedeiras, sem atalhos. “Eu pico as frutas na ponta da faca. Porque se processar tudo vira uma farinha só". Foto: arquivo pessoal
A queca de Heloise Brant é totalmente artesanal: feita à mão, sem processadores, sem batedeiras, sem atalhos. “Eu pico as frutas na ponta da faca. Porque se processar tudo vira uma farinha só". Foto: arquivo pessoal

Neta de imigrantes italianos e nascida em solo nova-limense, ela cresceu observando a mãe e a avó transformarem dezembro em um ritual. “Café da manhã de Natal tinha que ter queca”, lembra ela. “A gente esperava pelo sabor, pela casa perfumada, por reunir todo mundo em volta da mesa”.


Sua queca é totalmente artesanal: literalmente feita à mão, sem processadores, sem batedeiras, sem atalhos. “Eu pico as frutas na ponta da faca. As nozes,  castanhas. Porque se processar tudo vira uma farinha só. E a pessoa precisa sentir o que está comendo”, explica ela.


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